Austral Sinfónico primeira edição em Buenos
Aires
Na sexta-feira 25 e sábado 26 de junho,  foi feito no teatro ITF de Buenos
Aires o Austral Sinfónico,  primeiro em Argentina de rock sinfónico e
progressivo com características internacionais, que teve a presença de
grupos destacados do Chile e de Argentina além de audiovisuais de grupos
européios importantes.
O show deu começo na sexta-feira 25 com um audiovisual que ocupava
quase toda a tela do teatro (9 metros por 7 metros aproximadamente) e som
sorround a cargo de rocksinfonico.com, com a apresentação dos melhores
cortes e toda a força da prestigiosa banda italiana Malibran, da mão de
Giuseppe Sacaravilli (voz, viola, flauta), de seu irmão Alesio (baterista), de
Jerry Litrico (guitarra elétrica) e de Angelo Mesina (baixo), oportunidade

que remarcó nos presentes a qualidade vigente das bandas italianas e as
influências de Génesis, Jethro Tull, de manifesto na música dos 70/80s, mas
transformada hoje num movimento sinfônico-progressivo depurado, muito
poderoso. Os temas que se viram foram “Malibran”, “Piramid Street”,
“Prelude”, “Bouree”(sim acreditem!!, o mágico Bouree de Jethro Tull
executado de maneira impecável por Giuseppe Scaravilli), logo “Nuovo
Regno” e finalmente “Malibran Reprise”.  Foram 16 minutos de incrível
qualidade e soltura musical.
A continuação, outro audiovisual agora da banda Britânica Mostly Autumn,
mencionada como a banda herdeira de Pink Floyd de quem se presenciou
quarenta minutos de seus temas mais destacados como “Evergreen”,
“Heroes Never Die”, “Passengers”, “Distant Train”, e o melhor tema do ano
1999 selecionado pelo público na revista Mellotron “The Gap is too Wide”.
Destacamos a voz de Heather Findlay, a impecável execução da Fender
Stratocaster de Bryan Josh, os teclados de Iain Jennings e a flauta de Angela
Goldthorpe, entre outros.

Depois começaram as apresentações ao vivo, com o grupo Jaime Rosas Trio do Chile. Previamente
a que o pano se descobrisse, se começaram a ouvir uns acordes que pareciam sair de influências
muito ao Yes e inclusive de uma elaboração muito profunda, para depois dar lugar a toda a potência
de três músicos impressionantes, levados pela magia de Jaime Rosas e transmitindo toda sua
experiência e força ao resto. O público se sentia surpreendida pela qualidade despregada por este
trio, que quando se converteu em quarteto com o aporte de um guitarrista convidado, Rodrigo Bari
também de Chile, realmente arrancou variada vezes os aplausos da platéia, entre seus temas
musicais mais aclamados estiveram “Som Vital”, “Breve Peça Rockera VIII”, “Viajante Astral”, um
grupo que deixou em seu passo por Buenos Aires bem sentada a qualidade das Bandas de Chile,
porque além de ter participado do Baixa Prog, apresentaram-nos um avanço musical de nível
internacional, fazendo que os problemas técnicos iniciais do festival passassem a ser so um
episódio.
A segunda aparição, correspondeu à banda argentina Trantor, que começou com um
desdobramento ĉenico imponente, um audiovisual explicando a origem de seu nome, e uma
elaborada posta em cena, com a condução de Víctor Casabuono (voz, teclados, viola), a magia de
Carlos Salituri (flauta traversa, ventos) e o despregue de sua primeira viola, seu baixista e seu
baterista, pudemos encontrar uma banda jovem, mas com músicos muito bons. Seus momentos
com mais repercussão foram em temas como “China”, “Leve”, “Milagros” e o mais artístico
“Cerimônia” que coroou com

velas e cores todo o palco. Ja para o final, Trantor apelou a recordações maravilhosas através de dois temas bem conseguidos, e de
todas as épocas “Kayleigh” e “Lavender”, sem dúvidas as palavras sobram para explicar a origem destes temas. Muito bem por Trantor,
por sua posta em cena, por suas composições acariciando a vezes o Pop e a vezes entrando no sinfônico, e pela entrega de seus
músicos, que brindaram um verdadeiro espetáculo de hierarquia internacional.

O segundo dia, sábado 26, iniciou com o audiovisual de Malibran, ao igual que o dia anterior arrancando novamente os aplausos da
platéia.

Depois chegou o turno da Banda Subterra de Chile, quem se moveram ao compasso, a presença e o despregue de sua voz líder Max
Sánchez, quem demonstrou um incrível talento em cena acompanhado de uma vestimenta fantástica e uma voz desgarradora, próprio
de uma formação que por momentos roçou o sinfônico com o metálico, com clássicas e memoráveis composições de sua exitosa
placa “Sombras de inverno”, com passagens memoriosos como “Presságio” (excelente abertura do show), depois “Fragmentos”,
“Segredos do Vento” e novas composições como “As Quatro Paredes”, que mostraram a firmeza de um grupo internacional que deixou
em Buenos Aires uma imagem sólida e potente da mesma forma que deixaram tempo atrás em sua apresentação no Baixa Prog de
México.Destacamos também a soltura e qualidade de seu tecladista Claudio Momberg, a força de seu baterista Eduardo Cuesta, quem
fez um só que arrancou de suas poltronas à audiência, inclusive o acompanhamento impecável de seu guitarrista Gonzalo Sánchez,
junto com os graves que imprimiu Andres Saavedra com seu baixo. Subterra contribuiu ao Austral Sinfônico, um impecável e
impressionante despregue musical e cênico.
O festival continuou com um novo compacto de Mostly Autumm, que voltou a deleitar e a emocionar à audiência especialmente quando
uma infinidade de balões lançados ao ar em “The Gap is too Wide” caíam ao ritmo deste verdadeiro hino sinfônico (ao melhor estilo

High Hopes) algo do que o público
agradeceu com um emotivo e caloroso
aplauso.
O show, entrou em seu trecho final, com
um clima incomparável, dando lugar ao
coroamento de duas noites inesquecíveis
com a esperada aparição no palco da
banda Atempo de Argentina, quem
começaram tocando temas de seu CD
Abismos do Tempo, e chegaram a
executar os nove movimentos do Final,
também um novo tema chamado Tan-GO
(tango sinfônico) “Chuva Mística”, “Prisão
de Sonhos” e “Herói  da Solidão".
Esta banda se mostra sólida quanto ao
musical em onde cada um de seus

talentosos músicos executa seu instrumento de maneira impecável, mas onde todos se encontram harmoniosamente no caminho
para o neosinfónico. Destacamos a voz (por momentos doce, por momentos firme mas sempre impressionante) de Mariela González,
quem começou a delinear essa bonita melodia de Prisão de Sonhos, que depois faz uma inclusão com toda a banda (Eduardo Aguirre
em viola, Pablo Villanueva em baixo, Hiro em teclados e Claudio Fazio em bateria, Paula e Sofía Uzal em coros) numa passagem
integral e melodiosa, arrancado em várias oportunidades os aplausos dos assistentes.

Finalmente se somaram ao grupo Atempo os músicos de Subterra para interpretar a lendária música “Todos Juntos” dos Jaivas, em
onde ficou mas que claro a irmandade dos músicos de ambos lados dos Andes, dando um fechamento muito emotivo ao festival que
se levou intermináveis aplausos da platéia.

Como peça final destes dois dias, e terminado o show, músicos (das bandas dos dois dias do festival e de outras prestigiosas bandas
Argentinas que assistiram ao festival), meios de Comunicação, e convidados destacados participaram de uma reunião a modo de
backstage, organizada por nós em onde além de compartilhar um luch e brindar pelo exitoso festival, se viveu o agradável momento de
recordar o show, , com interessantes conversas  sobre futuros projetos, sobre novidades e temas próprios do gênero, diretamente dos
verdadeiros protagonistas do espetáculo.

Fundamentalmente destacamos que há um antes e um depois
deste ambicioso projeto. Hoje as principais bandas do Cone  Sul  
Americano junto com a comunidade do rock sinfónico-progressivo e
gente como nós,  estamos  unidos e conseguimos fazer exitoso
este ambicioso projeto. E não ficaremos aquí, já se estão avaliando
novas idéias e planos ainda mais desafiantes para colocar a
música da região na altura que se merece.
Em breve, poderão desfrutar de todas as fotos, audio e video
streaming que geramos deste exitoso encontro sinfônico e do
backstage em nosso site. Nos resta agradecer aos músicos por
seu esforço, a quem trabalharam pelo show duramente, e
especialmente a todo o público que alenta e acompanha a estas
bandas e que também nos acompanha através de sua presença no
site e no que fazemos dia após dia.
¡¡Nos veremos seguramente na “Segunda edição do Austral
Sinfônico em Argentina” !! ¿Quem poderá se perder o futuro Show,
depois de tão exitoso primeiro começo??


Daniel e Gustavo
rocksinfonico.com

Subterra, Atempo,  Jaime Rosas,  Trantor, Secret World,
Chaneton, The End e Rocksinfonico staff

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